terça-feira, 29 de junho de 2010

Twitter





Ando me aventurando pelo twitter.
Me sinto um estranho no ninho.
http://twitter.com/duducescani 

domingo, 27 de junho de 2010

Viver é simples



"viver é correr riscos.
é transgredir sem agredir.
viver é ter sentimentos,
sem arrependimentos.
viver é simples.
é só não desistir"...
Dudu Cescani
(Foto Getty Images)

sábado, 26 de junho de 2010

Paciência















“paciência,
o sol lá fora está lindo.
me acordo - ainda dormindo -
de uma noite vazia,
sem nada.
paciência,
o dia passa de repente,
como um sopro sobre a gente
deixando para trás,
um momento qualquer.
paciência,
o vento apenas anuncia
um olhar que se esvazia
pedindo, pela última vez,
paciência...”
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Solidão





“O pior da solidão
é saber que
quando ela passar
me sentirei só.”
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Silêncio ensurdecedor




“Na cidade barulhenta
o que mais me incomoda
é o silêncio ensurdecedor".
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Crenças e Verdades















“ele é ateu.
ela acredita em Deus.
ele crê que sabe.
ela sabe que crê.
ele não acredita em máscaras.
ela coleciona máscaras.
ele prefere a fim de tarde.
ela o amanhecer.
para ele a música faz libertar.
para ela a música faz confortar.
ele é racional.
ela é dogmática.
ele é solidário.
ela é fraterna.
ele prefere filmes de ação.
ela drama.
ele tem uma crença...
ela também...
afinal... a crença é a única verdade....
que eles podem ter...”
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Argumento




"'Às vezes, em meio à discussão,
o melhor argumento é o silêncio".
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

sábado, 19 de junho de 2010

Aprender a ouvir


"quem sabe um dia aprendo a lição.
de olhar para frente...
sem andar na contramão.

quem sabe um dia aprendo a ouvir.
compreender a urgência...
de quem me faz sorrir..."
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Um pequeno ensaio sobre a cegueira




A tua lucidez que não te deixa ver...”
Dudu Cescani

O mundo ficou mais cego e vazio.
Morreu, aos 87 anos, José Saramago.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Esquisitices















"pior que a chatice
é a mesmice.
e quando chegarmos na velhice...
iremos perceber
tamanha esquisitice.
o quanto foi chato
viver prestando atenção
na burrice..."
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Olhar vazio




"O olhar vazio está cheio de preocupação".
Dudu Cescani
(Foto Getty Images)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Roda Gigante



“Da roda gigante vejo um mundo
em movimento.
De cima me sinto um gigante,
de baixo uma tampinha de refrigerante”.
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

domingo, 13 de junho de 2010

Fotografia



“A fotografia é o tempo preso
dentro do porta-retratos”.
Dudu Cescani
(Ilustração Gettty Images)

sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos Namorados















"o amor não se explica.
o amor se sente.
o amor não aprisiona.
o amor liberta.
o amor não desaparece
é vela acesa em meio à prece.
o amor não entristece.
o amor é felicidade que aquece.
o amor não tem pressa
pois ele é paciente.
o amor não tem fim
é um destino diferente.
o amor é assim...
simples de coração, como a gente".
Dudu Cescani
(ilustração Getty Images)



A Carolina, todos os dias.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A fofoca



"A fofoca nada mais é
do que
a inveja linguaruda".
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Diversão das nuvens












"nuvens fazem desenhos imaginários pelo céu...
brancas,
dançam conforme o vento...
um passo para o norte...
dois passos para o sul...
bailam...
como se a vida fosse imaginária...
liberdade é o que não falta,
nessa imensidão azul...
infinita vontade de bailar...
desfrutar,
balançar,
voar...
tudo termina no ar...
volta e meia...
tudo parece parar...
mas na verdade nada para...
tudo gira em torno do relógio...
ponteiros parecem sempre atrasados...
passos largos... passos rasos...
a vida dança....
e um dia se cansa...
de tanto dançar...
um passo pra cá...
dois passos pra lá...
mas imagine só...
se não fosse o vento
cada momento seria
uma vida sem música...
um passatempo qualquer..."
Dudu Cescani
(ilustração Getty Images)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sobre a mentira e a verdade



"Se a mentira tem a perna curta
a verdade, às vezes, se faz de surda".
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Epigrama sobre o pensamento



"O pensamento solto,
se libertou da consciência".
Dudu Cescani
(Ilustração Getty Images)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

sobre o medo



"se sou medo,
também sou coragem.

se sou tempo,
estou só de passagem.
bobagem,
reflexo de mim mesmo...
tempo, coragem, medo, passagem.
pouco importa.
é só abrir a porta
e me dar um abraço.
nesse cansaço...
sou medo,coragem,
vazio no espaço...
um pequeno pedaço...
de mim mesmo".
Dudu Cescani

domingo, 6 de junho de 2010

A chatice do futebol atual










Que Charles Miller me perdoe; mas, o futebol está ficando chato. Difundido na Inglaterra e praticado por pessoas de classe média alta, o futebol, chegou ao Brasil por volta de 1894, pelas mãos – melhor dizer pelos pés – de Charles Willian Miller - filho de um engenheiro escocês radicado no país. O que talvez Charles Miller não imaginasse é que o futebol viria a se tornar paixão no Brasil. Em poucos anos, o futebol – esporte das elites – passou a ter um crescente prestígio popular.

Da fidalguia aristocrata européia para o moleque gingado afro-brasileiro. O futebol, no Brasil, ganhou malícia, criatividade, encanto e alegria. Passou a ser lúdico. Até aí tudo bem; aliás, tudo ótimo. Jogar futebol, no Brasil, não era só privilégio da elite, e, sim, de todos – independente de classe social, cor e credo. Talvez, por isso, o futebol tenha se tornado paixão nacional. Isso é apenas uma hipótese.

Mas, ultimamente, sinto no ar, um retrocesso nessa história toda.
Hoje, o futebol – ainda popular e, agora, globalizado – é uma indústria do dinheiro. Como dizem por aí: “o mercado do futebol”. Ninguém investe nesse mercado sem ter um retorno financeiro. E essa lógica do capital está reconduzindo o futebol, de forma entediante, para os braços da cultura aristocrata. É nessa dialética que a Copa do Mundo vai começar. Por ironia do destino – ou pura estratégia comercial – a Copa de 2010 será realizada na sofrida África do Sul.

Bem, paro por aqui; com esses “contrastes fortuitos”. Não quero fazer do futebol uma batalha ideológica. Nem defender o fim do mercado da bola. Muito menos, cair naquele velho clichê “proletário de todos os países, uni-vos!”. Não é por aí. As teses são muitas; as percepções também. Só estou querendo alertar: o futebol atual está ficando muito chato. Explico por que.

Em 1982 eu era uma criança. Chorei, na frente da televisão, ao assistir o Brasil perder para a Itália, por 3x2, no estádio Sarriá, em Barcelona. Lágrimas da derrota, da dor e do sofrimento de quem perdeu. Jogo é jogo. Um dia a gente perde, no outro a gente ganha; mas, logo esse? Contra a Itália? Foi um golpe duro. Não é sempre que se forma um meio-de-campo com Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; uma seleção com Júnior, Leandro, Oscar, Luizinho, Serginho, Éder e Valdir Perez e, é claro, comandada pelo técnico Telê Santana – talvez o “último romântico, dos litorais deste oceano Atlântico”, parafraseando o músico brasileiro, Lulu Santos. Hoje, passados vinte e oito anos, percebo que, aquele dia 05 de julho de 1982, foi o dia em que o futebol começou a ficar muito chato.

Hoje, ler notícias sobre o futebol é algo enfadonho e fastidioso. Estamos na “Era” dos “dois volantes de marcação”; “duas linhas de quatro, para conter o adversário”; “o empate é uma vitória fora de casa”; “defender é o melhor ataque”; “jogar pelo regulamento para ser campeão”; “um gol fora de casa vale por dois”; “atacante tem que voltar para ajudar na marcação”; “time de operários”; às vezes, até aparecem os “três zagueiros”; “prefiro jogar feio e ganhar, do que, jogar bonito e perder”; “futebol-força ganho na truculência”; e, por aí se vão os chavões aristocratas. Perceberam a chatice do “mercado da bola?”

Bom, paro por aqui que o jogo do Inter, time do meu coração, vai começar. E, eu não posso perder essa chatice. Afinal, o que move a vida é a paixão.